sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Convite: Revelando São Paulo

O Revelando São Paulo é um festival de cultura tradicional que acontece há 11 anos; no dia 12 de setembro será realizado no Parque da Água Branca, aqui em São Paulo -- a festa segue até o dia 21 deste mês.

Em 2008, o festival passou Iguape, Franca, Bauru, Ilha Solteira e volta a São Paulo, onde a festa se originou. A realização fica por conta da Secretaria de Cultura do Estado e a produção é da Abaçaí Cultura e Arte - Organizaçao Social de Cultura.

Dizer que o evento revela a cultura tradicional paulista pode não ser muito auto explicativo. Para se ter uma idéia, faz parte da cultura de nosso estado as manifestações folclóricas como o moçambique, a congada, a cavalhada, os bonecões... O que não significa que elas aconteçam só em São Paulo; pelo contrário, esses folguedos têm origens na europa, na áfrica e são celebrados em outros estados do Brasil.

Não só este folclore faz parte da festa, a gastronomia e o artesanato também são representantes da cultura tradicional. A galinhada, por exemplo, pode ser tipicamente caipira. Quanto às peças feitas de forma artesanal, a variedade é grande. Tem até boneco de espiga de milho.

A proposta do RVSP é a seguinte: fomentar a cultura da região onde o festival é sediado. Isso significa que quem se apresenta nas cavalhadas, faz a galinhada e as peças de cerâmica são os moradores da região onde a festa acontece. O mais legal é saber que quem participa do Revelando mostra sua arte, seu ofício, sua paixão. Não são atores contratados para representar nossa cultura, ela faz parte de suas vidas.

Conheço bastante sobre o Revelando São Paulo porque trabalho junto com o grupo Abaçaí na divulgação do evento. Só que mais do que promover o festival, quero é deixar um convite, pois acredito de verdade que a iniciativa seja muito bacana. É isso, RVSP no Parque da Água Branca de 12 a 21 de setembro.

domingo, 3 de agosto de 2008

José Saramago, eu gosto de você

Achei "Ensaio sobre a cegueira" numa prateleira alheia. Ainda bem! Um daqueles livros que a gente pensa: "poxa, preciso ler um dia". Ainda bem! Logo que folheei as primeiras páginas não quis mais parar (clichê?).

A forma como Saramago escreve me fascinou de cara. A ousadia de se estender quase sem divisão de parágrafos. A ausência de travessão para indicar a fala, os diálogos ali divididos apenas por vírgulas e notados devido à letra em capitular. Genial! Bem menos maçante do que parece.

Como em quase todos os livros, o início me prendeu, já no meio estava cansada, até que veio o clímax, pra que eu continuasse a ler o mais rápido que consegui até o final. A falta de nome próprio aos apersonagens, o enredo muito original, a capa de ficção científica sobre um assunto que tem muito mais a ver com filosofia, psicologia, sociologia... A espera por um final que a gente sabe que não vai chegar e mesmo assim não se deprime.

Simplesmente porque não se trata de um filme hollywoodiano futurista em que as explicações são dadas ao longo da estória, mesmo que não façam o menor sentido, mas apenas saciam o espectador ansioso por respostas. "Ensaio sobre a cegueira" discute muito mais do que um fenômeno físico catastrófico, mas um fenômeno mental e social que passa despercebido.

Saramago, a saga

Ao terminar "Ensaio sobre a cegueira" a sensação era de quero mais. Pela mesma pessoa que me veio às mãos esse livro, chegou outro do escritor português: "Intermitências da morte". Não contive a empolgação, tão logo não pude conter a decepção.

Ao contrário da versão que eu havia lido de "Ensaio sobre a cegueira", a edição de "Intermitências da morte" não sofrera ajustes para o português brasileiro. Demorei a perceber isso e o quanto estava dificultando minha leitura. Por mais genial que a obra e o autor sejam, fica mais difícil e desinteressante ler quando não se entende algumas palavras. Foi o que aconteceu também quando li Mia Couto, o enredo era maravilhoso, mas minha ignorância quanto ao português moçambicano atrapalhou muito a leitura.

No caso de Saramago percebo que foi um erro ter emendado duas obras do mesmo autor dessa forma. Até por isso, acabei intercalando uma outra leitura. O enredo de "Intermitências da morte" é muito original e serve pra gerar aquele mesmo desconforto que nos chama a refletir, caractérístico das obras de Saramago. No entanto, a euforia da descoberta de um novo estilo havia passado. Eu conhecia a maneira como o autor escreve, sabia que a não ser que o enredo me prendesse, seria difícil ler a obra com tanta voracidade. Os mesmos parágrafos que ocupam uma página toda ou até mais estavam ali, as falas marcadas por vírgulas e letras maiúsculas também. E as expressões populares, os provérbios? Tão presentes quanto em "Ensaio sobre a cegueira". A diferença é que o enigma de "Intermitências da morte" me exigia muito mais capacidade de imaginção do que pude ter, foi por isso que de certa forma me decepcionei. É sempre desconfortável "falar mal" de um bom autor, mas justiça seja feita, livros não se restringem ao talento de quem os escreve, mais importante ainda é a mente que os lê.

***
A capa da nova edição de "Ensaio sobre a cegueira" é uma cena do longa de Fernando Meirelles. Mas que absurdo! Não sei se o filme é bom ou não, mas acredito que não conseguirá ser tão genial quanto o livro, apenas porque o enredo parece muito mais coerente se escrito apenas, pois a imaginação é essencial ferramenta. Enfim, não concordo com a mudança da capa simplesmente porque a antiga ilustração é genial, assim como em "Intermitências da morte". Realmente, preciso pesquisar mais sobre essas ilustrações, quem as fez e etc, pois nunca havia visto capas tão boas!



Se alguém me entender um dia ganha um halls verde

Tantas opções. E isso não é bom? Como não seria? E é. E não é. Mas é sim. E não é também. Pára tudo.... Para tudo. Pára não. Deixe estar.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Vamos falar sobre ética na imprensa! (eeeeeca!)

Vamos discutir algo por aqui. Provavelmente não seja a preocupação número um (nem número dois, três...) o assunto sobre o qual me proponho a comentar: imprensa. Tá, pra mim é super interessante e prazeroso -- nem tanto --, falar sobre isso, já que estudo jornalismo e pretendo trabalhar no meio (se Deus quiser). Contudo, o autor do livro que me inspirou a fazer este texto traz uma questão indiscutível: o que diz respeito a mídia, também é de interesse do cidadão, qualquer que seja sua profissão. Isso mesmo, por mais que o assunto pareça distante ou irrelevante para muitos, pelo contrário, é preciso discutir a conduta e a ética não só entre jornalistas, mas com toda a sociedade. Sei que não estou falando para toda a sociedade -- em potencial, até que sim -- mas os poucos amigos que entram aqui já me bastam.


Neste primeiro post pretendo ser breve, quero comentar o livro Sobre Ética e Imprensa (esse mesmo sobre o qual eu falei ali em cima). O autor dele se chama Eugênio Bucci e a publicação é de 2000 (saiu pela Editora Companhia das Letras). Na época, Bucci trabalhava na Abril (tá, então há o que se questionar no discurso dele), ainda assim a abordagem que o jornalista faz é muito interessante. Bastante gente acha e sabe que existe manipulação das notícias no discurso da grande mídia, mas o que nem tantos sabem é como essa influência se dá e em que medida. É por isso que livros como o de Bucci são importantes, eles entram em cena pra nos mostrar pontualmente algumas situações nas quais a manipulação foi tão deliberada a ponto de mudar traços da História e da sociedade. Além disso, ele justifica também que nem tudo é tão deliberadamente manipulado pela publicidade, por exemplo. A independência editorial, em certa medidade dependendo do veículo, existe sim e deve ser defendida com unhas e dentes.

Peraí, do jeito que estou falando parece que o livro é de um porra-loca esquerdista que critica e crucifixa (desculpem-me pelo termo) o comportamento da mídia. Não é bem assim, dêem-me outra chance. Bucci é um jornalista respeitado que, inclusive, escreve para o Observatório da Imprensa (não deixem de conferir o site, é muito bom). No entanto, ele não é de esquerda, pelo contrário, no livro mesmo se situa no cenário liberal e toma um veículo de imprensa como emprensa e tal qual, segue as regras do mercado e do sistema. Por essa razão, talvez, que o texto se torne tão interessante, pois Bucci está discutindo um tema que conhece a fundo e de perto, além disso ele toma como base o que considera real. Ou seja, por mais que seja sua visão, o autor tenta ao máximo encaixar sua análise com base no que realmente acontece e propõe soluções dentro do sistema. Acredito que Bucci tenha cumprido seu papel de maneira satisfatória, mais do que isso, enriquecedora.

Agora chega, senão ninguém lê o texto todo -- conheço meu leitorado (não estou diminuindo vocês, que fique bem claro, é que eu sei o quanto tá chato isso aqui!!!)

segunda-feira, 14 de abril de 2008

-- Por que você tem que ser sempre tão irônica?

-- Porque sim, ué.

-- Pra mim, ironia é a arte de dizer sem falar, quando se tem medo de dizer o que pensa, aí você acaba brincando, ironizando, não é?

-- Derrr, nada a ver.

-- Então o que é?

-- Ironia? É um estilo de vida.

domingo, 13 de abril de 2008

Dessa vez tentarei escrever para você, leitor (risadas)

VISTO QUE, eu tenho sido - durante toda minha vida, quem sabe - alguém um tanto egoísta (egocêntrico, egoalgumacoisa) e, portanto, acabei imprimindo aqui sempre percepções a respeito do que eu estava vivendo, ufa, resolvi (tentar) mudar!

Portanto, hoje nada de "eu acho que a vida, blábláblá". Hoje eu falarei sobre algo que não faz parte do meu mundinho!

É... Assim como qualquer ato de mudança, quebra com o anterior, está sendo complicado arranjar esse outro tema...

Sinto muito, mas acabei de descobrir algo!

Fugir de si mesmo?

Não rola...

Sendo assim, vou postar a notícia sobre a visita do dirigente do MST à faculdade. O tema é bastante interessante, quem quiser ler mais entre aqui: http://www.facasper.com.br/jo/notas.php?id_nota=648


Para dirigente do MST, a maioria dos jornalistas é ignorante


Em entrevista coletiva, Stédile ataca a grande mídia diversas vezes

João Pedro Stédile, dirigente dos movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e da Via Campesina, mais uma vez gera polêmica durante entrevista coletiva concedida aos alunos da Faculdade Cásper Líbero. Para explicar a afirmação controversa de que os jornalistas sejam ignorantes, o dirigente alegou que a cobertura feita pela grande imprensa sobre as ações do MST seja deturpada.

Segundo Stédile, alguns jornalistas já lhe confessaram receber orientação para utilizar o termo “invasão” ao invés de classificar como “ocupação” as mobilizações do movimento. “Existe uma grande diferença entre os termos que é codificada na lei”, afirma o dirigente. Ele explica que as ações do MST buscam através da ocupação de um território pressionar o governo a atender reivindicações do movimento, o que não se caracteriza como “invasão”.

O evento aconteceu na última quarta-feira, 9 de abril, na própria faculdade e contou com a participação de cerca de quarenta estudantes. Em quase quatro horas de conversa, o entrevistado ainda afirmou que “os jornalistas estão imersos num cenário oligárquico que é o da mídia brasileira”.

Stédile chegou a classificar a Editora Abril como "fascista"; e mais, brincou que Roberto Marinho, presidente das Organizações Globo, falecido em 2003, estaria no inferno há muito tempo. Diversos temas ainda foram abordados durante a coletiva, na qual o dirigente chegou a explicar como se dá o processo de assentamento das famílias quando as fazendas são desapropriadas; Stédile falou ainda sobre a recém finalizada greve dos ruralistas na Argentina gerada pela medida protecionista da presidente Cristina Kirchner, além de explicitar sua opinião sobre o governo Lula.

"O governo atual não é de esquerda, nem popular, isso se deve ao fato de não ter sido eleito pela mobilização das massas", disse Stédile. "Se Lula tivesse chegado ao poder em 1989, aí sim talvez teríamos mudado algo", referindo-se às eleições que tornaram Fernando Collor presidente do país na época.

Foi abordada incessantemente a posição do MST no cenário político. Stédile afirmou várias vezes que o movimento é autônomo e assim deve ser para ter voz e respeito. Não há interesse por parte dos militantes em ocupar cadeiras no Senado ou na Câmara, por exemplo. "Por favor, não queiram nos prostituir", ironizou o entrevistado.

O caso sobre a suposta invasão do MST à fazenda, na cidade de Buritis (MG), dos filhos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chegou a ser comentado. O fato aconteceu em março de 2002 e obviamente gerou muita polêmica no momento. Stédile se defende afirmando que o ato aconteceu por causa de infiltração, ou seja, alguém que não fazia parte do MST acabou influenciando os outros integrantes a realizar a ocupação. O dirigente afirma ter descoberto o envolvimento de policiais federais que estariam infiltrados no movimento – lembrando que o fato aconteceu em ano de eleições presidenciais.

Stédile foi questionado sobre qual seria a solução para a ignorância da mídia, problema levantado por ele no início da coletiva. O entrevistado afirmou que o jornalista é apenas ferramenta da grande imprensa e ainda, que a solução para os problemas sociais não estaria em uma classe ou na vontade pessoal, mas na mobilização da camada mais ampla da sociedade. O dirigente ainda afirmou que as ações do movimento não visam à cobertura dos meios de comunicação, mas à solução do problema pontual que as famílias ocupantes têm.
***
A entrevista concedida por Stédile foi interessante, no entanto, ao mesmo tempo em que o digirente mostrava uma posição sóbria, boa articulação e idéias válidas, foi possível econtrar o que contestar e questionar a respeito de diversos posicionamentos tomados pelo entrevistado. Algo puramente natural. O que não vale é se apegar à figura que Stédile é (ou que representa) ao invés de se concentrar em suas idéias.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Nova rotina, novas angústias, como não?

Eu pensei que fosse mais fácil, mas também achei que seria mais difícil. É tanta confusão, mas o problema e a vantagem é que se trata de confusão fresca, novinha em folha. O que fazer? Parar de ter devaneios sem sentido (redundância?). Exatamente, por (h)ora, é isso.

É fato que o sushi do almoço continha substâncias esqusitas, isso é fato.

sábado, 15 de março de 2008

Tudo está em permanente MUDANÇA.

Toda beleza humana, tanto a do próprio ser como a de tudo que é criado pelo homem, é transitória e de curta duração.

A idéia de que NADA tem valor diante da VORACIDADE DO TEMPO, e o não-apego devido à transitoriedade são comportamentos condenados por Freud. Segundo o psicanalista, a não duração representa um estímulo a mais para amarmos e apreciarmos coisas e pessoas ENQUANTO EXISTEM.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Sou menina. Eu brincava de jogar bola com os meus dois irmãos na rua, soltava pipa de vez em quando com o meu pai, dava nomes pras bonecas e tinha aquela que chamava de minha filha, a Mili - isso mesmo, igual à chiquitita. Nos eventos da família, via as mulheres preparando a comida, pondo a mesa, lavando a louça, falando sobre quem casou, quem morreu... Eu via os homens também, bebendo cerveja antes e depois do jantar, falando sobre futebol, comentando a respeito de suas mulheres.



Sou mulher. Gosto de jogar videogame, apesar de não saber muito bem como fazê-lo. Eu ligo pros meus pais sempre pra pedir conselhos, pra pedir a permissão deles em tantas decisões que tomo. Brinco de lutinha com os meus irmãos e fico puta quando não me deixam entrar no time de futebol da rua. Minha mãe sempre tenta fazer meu prato preferido quando volto pra casa; ela e meu pai ainda cuidam de mim, mesmo longe. Ah, eu também trabalho e estudo. Fico decepcionada, eufórica, animada, cansada e tenho sono, mas tanto sono às vezes...



Sou gente. Dificilmente consigo dizer não ao cara todo sujo, que está sem tomar banho há sei lá quantos dias que me aborda dizendo "me dá um pedaço do seu lanche?". Quando algum amigo fica triste, eu tento resolver seus problemas, dar conselhos, ouvi-lo. Eu sinto raiva às vezes, tenho mágoas que não saem do peito. Ah, também me sinto impotente, fraca e dimuída com frequência. Eu caio, eu me levanto, eu tropeço, bato a cabeça, choro um pouquinho, faço uma manha e já estou bem de novo. Eu digo que sou feliz e sou mesmo. Eu amo, amo muito, amo sempre.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Tenho dois textos muito bons aqui, nao sao meus, mas de um amigo! Leiam... Otimas reflexoes... Como estah escrito ali ao lado, este eh um espaco de expressao, sao sinceros e genuinos os pensamentos a seguir, isso eh o que importa.
(Desculpem-me pela falta de acentuacao, ah, esse keyboard in English ainda me mata!)

Escrevendo, mas... Escrever o que? Resolvi escrever literalmente apenas o que estou pensando, ou semi-literalmente pra ser mais exato, e semi-literalmente estou com saudades, mas... De quê? Será da vida antiga, não posso reclamar, muito menos das oportunidades, das chances, do amor em si, ao qual eu sou muito grato, e o amor do qual falo é mais, é amor platonico, aquele não humanizado, aquele endeusado, aquele em forma de coisa e de nada, que geralmente vem e completa a gente, nos enche... Falo mais pretensiosamente que tudo, porque tem situações, como a minha, agora, em que pareço mais uma perfeita e sincronizada confusão, isso mesmo, os dois adjetivos juntos... Acho que sincronizada e perfeita, porque a confusão é minha, e o mais importante, é o que você faz, o que mais aprende com a vida é que ela não te guia propriamente dizendo, ela te dá problemas e caminhos, dá oportunidades e no final algumas você percebe o quanto disperdiçou, ou mesmo não aproveitou o suficiente. Se arrepender nos dias atuais de indecisão é muito comum, mas no final, no final que você quiser, a vida será mais como um copo de refri (cerveja pra boêmios), um cigarro e uma janela, um caderno e uma caneta, e você percebe que nada mais importa, pois temos muitos finais, não mais que paz no coração. Como uma atividade bem desorganizada escrevo, e terminando estou... Entendo.


Segundo texto

Vamos lá, tentar escrever um pouco sobre a paz no coração.....Acho que, a tal paz no coração é mais uma conquista do que qualquer outra coisa. Eu já tive essa paz, ela teve até nome uma época, mas isso tudo (nada) não é por ela não, mas por algo maior. Hoje em dia, não tenho mais vontade de chorar pelas coisas, e isso não representa em si, o famoso coração de pedra, não. Isso é na verdade um reflexo de um pouquinho de amargura, com o mínimo de calma e cautela, digo cautela, porque a gente não consegue mais confiar no próprio coração, e isso só se dá porque somos guiados pelo racional, muito, ao extremo. Não ouvimos, não sentimos.... Cinco sentidos é o caramba, se somar tudo mal temos um sentido, e isso também porque a idealização perfeita da vida é fracassada... Pensar em uma praia, com alguma coisa gostosa pra beber e um solzinho aquecedor é só mais uma forma comum de esquematizar a paz e isso não é ruim... Só um pouco contraditório... E a contradição se dá porque a verdadeira paz não existe, ela é mais uma ilusão que criamos no pós sofrimento, la no fim do dia, quando precisamos dela, e assim como a minha paz louca ta sendo escrever isso. Isso significa que estou mandando você parar de procurar sua paz, mas pra deixar rolar, mesmo sem entender nada, pois não é auto-ajuda, mas é liberdade, pura nua, crua... Como queira. Porem não entenda por satisfazer todos os seus desejos imediatos... Uma solução... Mas sim parar pra pensar neles...e ser menos racional, por favor. Quando conseguir isso, me avisa pra tentarmos chegar nessa paz junto...viu....

PS.: Paz pode não ser e não é... Simplesmente... Horizonte bonito mais longe que podemos ver... Mas aquele o qual realmente vemos... Paz também não é folha de caderno cheia.... oo se não...

sábado, 22 de dezembro de 2007

Nada de título por hoje

Se é pra viver que vivamos intensamente. Não porque os livros de auto-ajuda nos ensinaram, mas porque a sensação é verdadeira e pura. Se é pra viver que nos entreguemos a cada situação tentando não pensar nas possíveis más consequências, mas que também não sejamos tolos a ponto de achar que a vida é um conto de fadas. Contos de fadas são chatos, desinteressantes, a dor e o sofrimento não são ruins. No entanto, a vida não deve ser um estado de depressão, no qual sentimos tristeza sem razão. Vivemos pra sentir dor quando há um motivo e isso é aprendizado, é crescimento e evolução. Mas saibamos que há um limite, que sofrer não deve ser um ideal e que os exageros nos fazem mal. Apenas tenhamos consciência de que pra levantar é preciso cair primeiro. Se é pra viver, então, que sonhemos também, que sejamos ambiciosos por amor e pela alegria nossa e de quem está aí ao lado. Se é pra viver que brinquemos com as crianças e passemos nossas tardes vendo tv, se assim nos faz bem. Se é pra viver que dediquemos o melhor de nós mesmos em tudo e ainda assim que saibamos que pra nós nunca será bom o suficiente. E se é pra ser diferente do comum que isso seja o natural e que o comum não é ruim, é inerente a nós e nos faz sentir que pertencemos a algo maior. Se é pra viver que não nos sintamos mal por não saber explicar certas coisas, porque sentir e acreditar pode nos satisfazer, mas não o tempo todo. Se é pra amar que amemos sem o medo da desilução. Se é pra levar uma vida pacata, sem emoções ou mudanças, não vale a pena. Pelo menos pra nós; nós somos únicos, pode apostar.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A short hello from Canada

Quando mais do que uma pessoa me pergunta a respeito do blog, já me sinto confiante e motivada a postar novamente. O tempo é curto, mas as histórias são muitas. Não trairei a política deste blog de não ser apenas um diário virtual (até porque essa expressão não faz o menor sentido), por isso só lhes digo que a distância ensina e que pensarei em algo melhor pra escrever da próxima vez. Sem mais (ai, que frio)!